Em última apresentação dia 20 de abril de 2010, na Lona João Bosco

Um dia corrido e em véspera de um mega feriado no Rio de Janeiro, a banda Chinfra realizou seu show na Lona João Bosco abrindo apresentação do Forfun.

BACKSTAGE



O que ninguém viu: a correria e o trabalho duro do Mano Kinho (vocal), organizador do evento Suburbagem na Lona, para preparar todo o recinto e coordenar todas as ações para que o evento saia com qualidade, prepara o palco para receber todas as bandas, convoca os seguranças para informar todo o protocolo do evento, briga, corre, luta e ainda tem tempo pra cantar.

Um show complexo para o Chinfra, que em vésperas do evento sofre pelo afastamento do coração da banda, Gabriel Barros ( bateria) devido a necessidade de uma séria cirurgia no joelho, Chinfra convoca para dois ensaios e uma apresentação, o não menos responsável e excelente bateirista Robertinho (maduros na madruga) que traz em dois ensaios uma nova linguagem rítmica para a banda, a situação que parecia instável se não insolúvel começa a rever a luz no fim do túnel.

Talvez estivéssemos a beira do precipício, mas sempre podemos dar um passo a frente. opa pera lá, é melhor não.

ENGARRAFAMENTOS E GARRAFADAS



Véspera de feriado no Rio, e uma banda que precisa atravessar a Ponte Rio Niterói, Av. Brasil por um lado, e Aterro do Flamengo e Av. Brasil por outro pode e tem sérios problemas de transito, o relógio batia 18:30 estava ainda Bertamé (contra-baixo) no Humaitá contactando a banda de três em três minutos para dar os informes de localização, por outro lado Themys Barros (guitarra) encarava também o transito de chegada ao local, uma terceira via o SKORE outra banda que tocaria no evento também sofria pelo engarrafamento

HORA DO SHOW

20:00 Chinfra iniciaria o show, 20:00 Chega na porta do evento: Bertamé (guitarra) e Isabella Tavares (fotógrafa veja trabalhos aqui ) , encontravam-se na porta da lona cultural sofrendo pela burocracia da segurança, o tempo urge e o Chinfra precisava tocar, apenas uma solução nos foi possível, INVADIR O PRÓPRIO EVENTO com uma velocidade de pensamento Bertamé (guitarra) e Isabella Tavares (fotos ) pula o alambrado de proteção e se direciona ao recinto.

O SHOW TEM QUE COMEÇAR

Loucuras a parte o show tem que começar, e soa no palco os primeiros riffs de Hollywood Babylon, não estamos aqui para cantar musicas sobre beleza, mas sobre a dureza da vida, somos o outro lado da moeda, ao som de hollywood, ao fundo abre-se uma bandeira iraquiana a Babilonia na antiguidade, que se encontra com a babilonia contemporânea do Rio de Janeiro, e um jovem vem ao palco e no palco morre pelo mãos de um império como morrem muitos de nossos jovens, E assim lembramos que somos todos Um na mesma luta, como diz Yukka - Todos de baixo de um mesmo sombreiro, todos hermanos todos guerreiros, e lembrando Frida Khalo - A revolução é a harmonia da forma e da cor, e tudo está e se move, sob uma mesma lei –a vida–. Ninguém está separado de ninguém. Ninguém luta por si mesmo. Tudo é tudo e um. Logo, onde quer que estejamos, o que quer que cantemos o que quer que façamos, nossa luta é a mesma e nessa guerra, nossa arma é a música.

O sintético Pé (sintetizadores e afins) surge com seu espírito que encontra no meio da loucura pontos de extrema exatidão e controle. Como os que buscam a cidade perdida de Atlantida busca o timbre perfeito o som que separa o homem da máquina e ao mesmo tempo harmoniza-os de forma tal a não percebermos o que é humano e o que é máquina, a busca de nosso sintético Pé faz nascer um replicante (blade runner) em versão sonora.

Mas a vida de barro duro não tem perdão, não há tempo para sermos fracos; e se o somos, da fraqueza extraímos a potência, e no palco somos nós e a multidão, e pelas mãos da multidão até o caos é belo.
Assim a beleza do barro e da vida dura se encontram na poesia de um certo Jhonny Quest nascido no morro de São Carlos, que em sua vida de Barro Botava a Cara pra Viver sem deixar que os mesquinhos o puxassem para baixo.

CONTRATEMPOS
OU PRATOS DE ATAQUE

Mesmo com uma queda na iluminação e retorno do som, por problemas técnicos da Lona, que deveria receber verbas do governo do Rio de janeiro, que prefere patrocinar choques de ordem a patrocinar cultura no subúrbio carioca, e problema este que pode ter prejudicado o trabalho fotografico, e prejudicou uma prefeita compreensão do som pela banda, o Chinfra trilhou bem, mais um caminho torto e sinuoso pelas vielas do seu devir.



Que Venham Muitos Outros


- Bertamé R.
contra baixos, arquiteturas
e filosofias de papel higiênico





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